It’s On Bells Beach

de Carol Marques

Diretamente de terras lusitanas aterrizamos hoje na etapa de surfe mais tradicional do mundo. Bate o sino porque o It’s On Bells Beach está na área! 

 

Tradição realmente não falta em Bells Beach, já que o primeiro campeonato disputado na praia australiana foi em 1962. Mas foi no ano seguinte que a Rip Curl estabeleceu o primeiro prêmio em dinheiro, ou seja, o primeiro campeonato profissional da história do surfe.  

Para os apaixonados pela etapa, por que o famoso sino como trófeu? A praia do sino foi nomeada em homenagem ao escocês dono das terras no início do século XX, William Bell. Não teria uma representação melhor do que o sino, não acham? 

Então vamos para os maiores campeões da etapa: 

 

Kelly Slater 

 

O onze vezes campeão mundial levantou o caneco em Bells quatro vezes: em 1994 vencendo Martin Potter, 2006 em uma bateria história contra Joel Parkinson, 2006 e 2008.

 

Kelly Slater. Foto: WSL

 

Mick Fanning 

 

Casa de seu patrocinador, o local onde ganhou sua primeira etapa e a praia escolhida pelo tricampeão mundial para despedir-se do circuito profissional. Mick consagrou-se campeão da etapa em 2001, 2012, 2014 e 2015.  

 

Foto: WSL

 

Gail Couper 

 

Dona de incríveis dez títulos na etapa de Bells Beach, recorde esse difícil de ser batido. A surfista australiana tornou-se, em 1964 a primeira surfista a vencer um evento no pico, depois disso levou as etapas de 1965, 1967, 1969, 1970, 1971, 1972, 1974, 1975 e 1976.  

 

Stephanie Gilmore 

 

A australiana é dona de quatro títulos na etapa de Bells. 2007, 2008 e 2010 vencendo a surfista peruana Sofia Mulanovich, além do título de 2018 contra a brasileira Tatiana Weston-Webb.  

 

Stephanie Gilmore em 2018. Foto: WSL/Kelly Cestari

 

 

Melhores condições 

Localizada no estado de Vitória, na Austrália é uma direita de alta performance, em fundo de pedra, que oferece duas seções distintas: Rincon e The Bowl. 

A condição ideal para a formação de linhas perfeitas no horizonte em Bells Bach é quando as ondulações chegam de sudoeste combinadas com vento terral, ou norte e oeste durante o outono e inverno.  

 

Mick Fanning em 2018. Foto: WSL/Kelly Cestari

 

Meio Ambiente 

Bells Beach não é somente importante pelo pioneirismo no surfe mundial. Inserida em um parque nacional conhecido como Point Addis Marine National Park, abriga noventa por cento de espécies marinhas endêmicas, além de mais de 12.000 espécies de plantas e animais.  

Um dos animais que mais chamam atenção e já esteve presente no nosso It’s On é o Weedy Seadragon ou Dragão-marinho-comum. Ao contrário dos cavalos-marinhos, os machos carregam os ovos fixados na parte inferior da cauda e não possuem bolsa como os cavalos-marinhos.  

A espécie é endêmica das águas marinhas temperadas australianas. Ocorre desde a costa central de Nova Gales do Sul em torno da costa sul da Austrália até o sudoeste da Austrália Ocidental. 

 

Dragão-marinho-comum

 

Confira aqui mais detalhes sobre o Point Addis Marine National Park. 

 

 

Curiosidades 

 

  • Antes da famosa escadaria de madeira, Bells era um lugar rural. Os nativos de Torquay para chegar à areia escalavam  penhascos para surfar; 

 

  • Localizada na cidade de Torquay, Bells é berço e casa das grandes marcas Rip Curl e Quiksilver; 

 

  • Foi em Bells que Simon Anderson revolucionou o mundo do surfe ao ganhar, em 1981, surfando em uma triquilha enquanto todos usavam biquilhas;  

 

  • É tradição durante a etapa, desde os anos 80, os organizadores começarem o dia escutando “Hells Bells” do AC/DC;  

 

  • O primeiro brasileiro a tocar o sino da etapa foi Silvana Lima em 2009, seguida por Adriano de Souza em 2013 e Italo Ferreira em 2018. 

 

 

Teremos mais um brazuca fazendo história nessa etapa? Aguardemos os próximos capítulos e Go, Brazilian Storm! 

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